Quero ser artista plástico... E agora?

 

  Não basta gostar de desenhar e fazer uma faculdade para ser um verdadeiro artista plástico. É

necessária, também, a famosa vocação.

 

  Não é fácil viver de arte no Brasil. Quem o faz, faz por amor.

 

  Caso você ame as artes, e esteja pensando em ingressar em algum curo superior desta área,

acompanhe este texto, do "Guia de profissões da UNESP"

 

  Pinturas, esculturas, desenhos, cerâmicas, fotografias e, mais recentemente a Internet e as chamadas instalações, criadas com sucatas, objetos ou imagens de computadores, entre outras linguagens não-verbais, são utilizadas pelo homem para, artisticamente, se manifestar sobre o seu tempo.

  Mais que uma profissão, ser artista plástico é uma forma de viver, colocando poesia visual, sonora ou corporal no cotidiano das pessoas. Muitas pessoas ainda acreditam que arte é apenas inspiração, mas, na verdade, também é, e principalmente, transpiração, trabalho, experimentação, pesquisa. Para materializar um insight, o artista necessita não só conhecer as linguagens plásticas, mas também de muita energia.
 

 

  Em cada época, os movimentos artísticos procuram um significado próprio para a arte. No mundo contemporâneo, porém, ficou difícil encontrar essa definição. Nesse final de século, a arte é um campo aberto. Não existe mais uma verdade única a ser seguida e já não é possível afirmar, como antes, por exemplo, que "arte é tudo o que é belo". Vive-se, enfim, uma era de liberdade, para cada um pensar e definir seu próprio conceito. Com a Internet, então, nem se fala. Alguns trabalhos artísticos deixaram de ser palpáveis, tornando a definição de arte ainda mais complexa.

  A universidade oferece ao aluno a oportunidade de lidar com todos os meios de expressão artística e se integrar com pessoas diferentes. Ela também coloca o aluno em contato com profissionais da área, os próprios professores, que o ajudam a sistematizar seu método de trabalho e proporcionam a entrada do aluno no circuito das artes. O artista autodidata, normalmente movido pela paixão, ignora a disciplina, a sistematização de seu método de trabalho, restringindo-se, em geral, a uma única linguagem. Na universidade, as diversas disciplinas oferecem ao aluno uma ampla visão do mundo das artes e a integração entre elas.

  Além das disciplinas práticas, o currículo do curso de Artes Plásticas oferece matérias teóricas, como História da Arte, e de formação complementar, caso, por exemplo, de Teoria da Comunicação. Diferentemente da Educação Artística, porém, as disciplinas do curso estão voltadas para a produção das principais manifestações artísticas, não para o universo do ensino. Isso impossibilita o profissional de trabalhar como educador.

  Como a profissão ainda não é regulamentada, não há uma legislação que controle o seu exercício, o que colabora para a ampliação do leque de trabalho, que será tão aberto quanto maiores forem as habilidades que o artista demonstrar - ser bom observador, saber desenhar e ter conhecimento básico da linguagem visual, como as teorias de cor e composição. Assim, além de ter seu próprio ateliê, pode trabalhar em museus, galerias e centros culturais, organizando mostras e monitorias em exposições e desenvolvendo pesquisas a partir do acervo das instituições. Pode, ainda, se dedicar à crítica de arte e à área acadêmica.

  Muitos artistas acabam trabalhando em criação publicitária, produção gráfica (capas de livros ou editoração eletrônica), design, criação de vitrines, desenhos de figurinos ou de cenários para televisão e teatro. Ou seja, se a atividade é lidar com aspectos visuais, haverá sempre um lugar para o artista plástico.

Fonte: Guia de Profissões - UNESP (2002)

 

©, 2007, Bia Cordeiro. Proibida a reprodução de de textos e figuras contidas neste site.

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